Fechamento do mercado – 7 de março

Soja tem queda em Chicago, à espera de relatório do USDA

O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios relevantes, já que os fatores de formação dos preços foram conflitantes. Enquanto o dólar subiu 1% frente ao real, a soja recuou forte na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o que acarretou em preços praticamente estáveis nas principais praças de comercialização do país.
 
Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam com preços significativamente mais baixos para grão, farelo e óleo. Apesar da perspectiva de redução na produtividade argentina, por causa da estiagem, muitos traders acreditam que esta queda será neutralizada pela grande safra do Brasil.

O mercado se posiciona frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira, dia 8. A quebra na safra argentina segue no centro das atenções do mercado, e vem sustentando os preços, que na semana passada se aproximaram dos melhores níveis em 20 meses.

A perspectiva de uma safra recorde no Brasil, compensando em parte as perdas da Argentina, e preocupações em torno das tensões comerciais entre Estados Unidos e China ajudaram a pressionar o mercado.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O mercado brasileiro de milho volta a se deparar com fluxo inexpressivo de negócios no disponível. Entretanto, como destaca o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercados, as
negociações envolvendo a segunda safra já apresentam maior fluidez, com volumes mais expressivos negociados.
 
"Diversos consumidores ainda se deparam com estoques encurtados, enquanto cooperativas e cerealistas permanecem focados na
colheita e no escoamento da soja", afirma Iglesias.

Chicago

O milho fechou com preços levemente mais baixos nesta quarta, dia 7, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em sessão volátil, os investidores posicionaram suas carteiras frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira.

O mercado projeta estoques 2017/2018 de 2,299 bilhões de bushels (cerca de 970 milhões de sacas). Em fevereiro, o USDA indicou estoques em 2,352 bilhões de bushels (996 milhões de sacas).

Para os estoques mundiais, a previsão para 2017/2018 deve ser cortada de 203,1 milhões de toneladas para 198,9 milhões de toneladas. As atenções deverão se voltar, no entanto, para as projeções de safra da América do Sul.

Devido à prolongada estiagem, a Argentina deverá ter sua projeção
cortada de 39 milhões para 36,3 milhões de toneladas. Já para a safra
brasileira, o USDA deverá revisar sua projeção de 95 milhões para 91,8
milhões de toneladas.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de estabilidade, mais voltado para negociações de cafés médios e fracos de qualidade, com volumes "picados". Os produtores seguem retraídos, mas observou-se que lotes remanescentes da safra passada vão aparecendo um pouco mais para negociação. No entanto, pela
qualidade, não estão saindo muito para a exportação.

Nova York

As operações com café arábica Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerraram o dia com preços mais baixos. As cotações
recuaram diante da valorização do dólar contra o real e com a forte
desvalorização do petróleo.
 
A Organização Internacional do Café (OIC) manteve expectativas
de uma queda na produção de café da Colômbia nesta temporada, apesar de aliviar as preocupações entre os produtores a partir de fortes chuvas. A entidade atualizou a previsão da produção colombiana em 2017/2018 (outubro-setembro), indicando-a em 14 milhões de sacas, 4,3% inferior ao ano anterior, ou 630 mil sacas a menos.

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da segunda-feira com preços levemente mais altos. A sessão foi de ampla volatilidade, com o mercado buscando direcionamento e se descolando ao final do comportamento da ICE Futures US.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 1,02%, cotado a R$
3,242 para compra e a R$ 3,244 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,221 e a máxima de R$ 3,249.

O Ibovespa encerrou em baixa de 0,2%, aos 85.483,55 pontos. O volume negociado foi de R$ 10,738 bilhões.